Holanda vence em decisão apertada, que expõe limites da Copa dos DHs!!

A Holanda venceu a Suíça na Copa dos Direitos Humanos, em decisão muito apertada! 13 a 12!
As pontuações foram tão próximas que também expuseram alguns dos limites metodológicos do guia. A Suíça venceu por pouco nos direitos individuais e políticos, pois enquanto a Holanda tem 1.1 homicídios por 100 mil habitantes, o país dos cantões tem 0,7. No entanto, a Holanda venceu nos direitos econômicos e sociais e de diversidade, perdendo também somente nos direitos ambientais. Mas como conferimos somente três “gols” possíveis aos direitos individuais e seis “gols” aos direitos econômicos e sociais, a Holanda acabou fazendo ao final 13 pontos contra 12 da Suíça.
Esta escolha de certo modo deu uma prevalência aos direitos econômicos e sociais sobre os individuais e políticos no guia, o que poderia ser mais equilibrado, devido ao grande número de variáveis presentes em ambos os índices e à necessidade de se ter uma complementaridade entre esses direitos.
No entanto, esse resultado também faz retomar o grande debate entre direitos individuais e políticos e direitos sociais e econômicos: enfim, quais são mais importantes para os direitos humanos e para a democracia? A Suíça é melhor nos primeiros e a Holanda é melhor nos últimos. E para vocês, quem deveria ser o vencedor??

Obrigado por participar!!

Vitor Blotta

Suíça e Holanda na final da Copa dos Direitos Humanos!

Pessoal,

Nem mesmo em campo o Brasil conseguiu surpreender nesta Copa do Mundo. Na Copa dos Direitos Humanos nosso país não foi nem mesmo para as oitavas de final. Quem se classificou no grupo A foram Croácia e México. O jogo mais “emocionante” da fase de grupos foi Itália 10 X 9 Inglaterra (acreditem!). Pela boa campanha do Uruguai, a Inglaterra ficou de fora das finais.

Dos países da América Latina, somente Argentina e Uruguai foram para as finais, e como a Argentina perdeu para a França, só o Uruguai foi para as quartas. 

Temos que tirar o chapéu para a Holanda, que foi tão bem nos direitos humanos quanto em campo. Melhor ainda nos direitos humanos. 

Vou passar os resultados aos quais cheguei.

Oitavas de final:

Croácia 9 X 12 Espanha;

Japão 11 X 9 Itália. 

Suíça 13 X 9 Bósnia

Alemanha 11 X 8 Coréia do Sul

Do outro lado da chave:

Holanda 14 X 9 México

Uruguai 11 X 9 Grécia

Argentina 9 X 10 França

Bélgica 12 X 10 Portugal

Quartas de final:

Espanha 12 X 10 Japão

Suíça 13 X 11 Alemanha

Do outro lado:

Holanda 14 X 11 Uruguai

França 10 X 12 Bélgica

Semi finais:

Espanha 10 X 13 Suíça

Holanda 14 X 12 Bélgica

Final: Suíça X Holanda…..

Quem será o vencedor???!!!! Segunda-feira divulgamos!!!

Vejam matéria interessante sobre nosso guia no R7! http://esportes.r7.com/futebol/copa-do-mundo-2014/brasil-perde-copa-do-mundo-de-direitos-humanos-14062014 

Copa dos Direitos Humanos – para download

ContraCapa

Pessoal, temos o prazer de disponibilizar a vocês o arquivo completo e atualizado da Copa dos Direitos Humanos!!

Acessem o link https://drive.google.com/file/d/0B-_lQpuBQCFBNmdtV0tVLVRsSnM/edit?usp=sharing

E comentem aqui os resultados! Aproveite a Copa também para refletir e acompanhe quem serão os vencedores dos grupos e jogo a jogo. Circularemos aqui e em outros canais as impressões desse desafio de consciência e também de diversão.

Deixem os jogos começarem!

Vitor Blotta e Dennis de Oliveira

 

 

erratas e cartilha corrigida no blog amanhã

Caros(as),

Ontem o lançamento foi muito interessante, com um profundo debate sobre racismo e futebol! Aprendi muito!

Começamos a encontrar alguns erros na cartilha, que serão corrigidos antes de publicarmos a versão digital, provavelmente já amanhã. Para aqueles(as) que estão com a versão impressa, apresento algumas das correções:

– Pena de Morte nos Estados Unidos: onde está escrito “é abolida para todo tipo de crime e em qualquer circunstância”, leia-se “há pena de morte por crimes comuns”

– Incongruências entre emissão de CO2 e percentagem de emissões mundiais: como utilizamos dois índices diferentes para fazer essas medidas, sendo a emissão referente a 2011 e a percentagem a 2010, esses números podem diferir razoavelmente. Vamos equalizar esta questão na versão digital. Em caso de dúvida, para verificar as emissões de 2010 e a percentagem mundial referente a elas, acesse o link: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_carbon_dioxide_emissions 

– Emissão de CO2 dos EUA: onde está escrito “6,027 milhões de toneladas”, leia-se “6,207 bilhões de toneladas”

– Emissão de CO2 da Rússia: onde está escrito “1,674 milhões de toneladas”, leia-se “1,674 bilhões de toneladas”

Caso encontrem outros erros, pedimos que nos avisem aqui pelo blog. Depois de colocar os arquivos aqui para download, em versão leitura e versão impressão, faremos um “bolão da Copa dos Direitos Humanos”, pedindo para que os leitores indiquem quem foi o vencedor em sua cartilha. Depois indicaremos que foi o grande vencedor da verdadeira Copa do Mundo!

Abraços a todos(as)! 

Vitor Blotta

Os Direitos e indicadores utilizados na Copa dos Direitos Humanos

Capa Copa Direitos Humanos

Os direitos e indicadores utilizados

Os direitos humanos são tradicionalmente separados por tipos específicos de direito, e decorrem de momentos históricos específicos. Os direitos civis e políticos se originam das revoluções burguesas dos séculos XVIII e XIX e se fundamentam nas liberdades individuais e de participação política. Os direitos sociais e econômicos decorrem das lutas socialistas da primeira metade do século XX, e se fundamentam no direito de participar igualmente da distribuição de riquezas, tanto econômicas quanto culturais e sociais, e de se ter um trabalho digno. Já o que denominamos aqui direitos ambientais, direitos de diversidade e respeito às diferenças derivam das lutas das últimas décadas do final do século XX e início do século XXI, que fundamentam os chamados direitos culturais, de desenvolvimento e de respeito às diferenças.

No entanto, é importante destacar que desde a Convenção Mundial de Direitos Humanos realizada em 1993 em Viena (Áustria), todos esses direitos foram considerados como complementares e interdependentes. Ou seja, não é possível garantir um deixando de lado os outros. Pelo contrário, privilegiar um em detrimento dos outros pode levar a novas violações e à realização somente parcial do direito que se quer garantir. Portanto, não se esqueça que um equilíbrio entre os diversos direitos humanos em cada país é também sinal de bom desempenho na área.

Direitos Civis e Políticos

Pena de morte:

As informações apresentadas no guia, sobre países que adotam ou não pena de morte, fazem parte do relatório de 2012 da Anistia Internacional sobre o assunto. O relatório ainda trás informações sobre tratados internacionais e seus signatários, além de números oficiais e estimativas sobre execuções e sentenças ao redor do mundo.

A Anistia Internacional é uma das mais conhecidas organizações na defesa por direitos humanos, atuando em mais de 150 países. Foi fundada em 1961, é democrática, autogerida, e financeiramente autônoma. A luta contra a pena de morte é uma das principais bandeiras da Anistia, que além disso se ocupa de questões ligadas a prisões políticas, torturas, execuções e proteção de refugiados perseguidos em seus países de origem.

Taxas de homicídio:

As taxas de homicídios apresentadas no guia são provenientes do UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime). No relatório apresentado pelo Escritório da ONU, estão disponíveis informações sobre todos os países, porém elas variam em ano e fonte, como, por exemplo, as policias nacionais, ministérios da justiça, Interpol, organizações não oficiais, etc. Para o guia, foram adotadas as informações referente ao último ano disponível de cada país do relatório.

O UNODC, foi criado na década de 1990 e atua desde então no Brasil, tendo recentemente expandido suas atividades por todo o Cone Sul. O Escritório trabalha principalmente em duas grandes áreas: Saúde e Estado de Direito. Dessas áreas desdobram-se temas como: o controle das drogas, a prevenção do HIV, o combate ao crime organizado, o tráfico de seres humanos, etc.

Liberdade de imprensa:

O ranking, de 2014, sobre liberdade de imprensa da RSF (no Brasil, Repórteres sem Fronteiras) é baseado nos seguintes critérios: o nível de abusos, a extensão do pluralismo e a independência da mídia, além do ambiente e da censura, as normas legais, a transparência e as infra estruturas.

A RSF é uma organização não-governamental internacional, fundada por um grupo de jornalistas na França, em 1985. A RSF possui correspondentes em 150 países, e tem como objetivo defender a liberdade de imprensa no mundo, tendo em vista que o acesso a informação é a base de qualquer democracia. Monitora violações a liberdade, fornece suporte a jornalistas e familiares em situação de risco ou perseguição, além de atuar junto aos governos a fim de combater a censura e leis que restringem o acesso a informação.

Liberdade na internet:

Referente ao ano de 2013, organizado pela Freedom House, o mapa de liberdade na internet é baseado em três principais critérios: os obstáculos ao acesso, incluindo barreiras de infra-estrutura e econômicas, o controle legal e propriedade sobre os prestadores de serviços de internet e a independência dos órgãos reguladores; o limite de conteúdo regulamentos legais sobre o conteúdo, filtragem de técnico e bloqueio de sites, a auto-censura, a diversidade dos meios de comunicação on-line, bem como a utilização das TIC para a mobilização cívica; e as violações dos direitos do usuário, incluindo a vigilância, privacidade e repercussões para a atividade on-line, tais como prisão, assédio extralegal, ou ataques cibernéticos.

A Freedom House é uma organização não governamental fundada em 1941, sediada nos EUA. Seu trabalho inclui uma série de pesquisas e publicações dedicadas a promover os direitos humanos, a democracia, a  economia de livre mercado, o estado de direito e meios de comunicação independentes.

Níveis de liberdade:

Também organizado pela Freedom House, a publicação Freedom in the World é uma avaliação comparativa dos direitos políticos e civis no âmbito global. Publicado anualmente desde 1972, o relatório, desenvolvido por um amplo grupo de pesquisadores e consultores,  busca acompanhar melhorias e retrocessos na liberdade em todo mundo.   As pontuações obtidas pelos países na avaliação da Freedom House são resultado de uma série de questões analisadas. No campo dos direitos políticos são agrupados em três subcategorias: processo eleitoral, o pluralismo político e participação, e funcionamento do governo. Já as questões de direitos civis estão agrupados em quatro subcategorias: a liberdade de expressão e crença, liberdade associativa e direitos organizacionais, o Estado de Direito, e autonomia pessoal e direitos individuais. São atribuídas notas de 1 a 7, sendo 1 o maior nível de liberdade e 7 o pior, com escassez ou total ausência de direitos políticos e civis.

Direitos econômicos e sociais

Índice de Gini ou coeficiente de Gini:

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o índice de Gini é um calculo usado para medir a desigualdade social. Quanto mais um país se aproxima do número 1, mais desigual é a distribuição de renda e riqueza, e quanto mais próximo do número 0, mais igualitário será aquele país.

Índice de Desenvolvimento Humano, IDH:

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida resumida do progresso a longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda (através do Ingresso Nacional Bruto (INB) per capita ($PPP)), educação (anos de escolaridade para adultos e crianças) e saúde (esperança de vida ao nascer).

O objetivo da criação do IDH foi o de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) até 1 (desenvolvimento humano total), sendo os países classificados deste modo:

Quando o IDH de um país está entre 0 e 0,499, é considerado baixo.

Quando o IDH de um país está entre 0,500 e 0,799, é considerado médio.

Quando o IDH de um país está entre 0,800 e 1, é considerado alto.

Direitos ambientais

Os dados a seguir são do Instituto de Energia Renovável da Alemanha (IWR) e revelam que as emissões globais de dióxido de carbono subiram 2,5% em 2011 e atingiram 34 bilhões de toneladas. China, EUA e India lideram o ranking, são os maiores poluidores do planeta. Em seguida temos, Russia, Japão e Alemanhã. As emissões mundiais de CO2 estão 50% acima do nível de 1990. “Se a tendência atual for mantida, as emissões mundiais de CO2 irão subir outros 20%, para mais de 40 bilhões de toneladas, até 2020”, afirmou o diretor do instituto, Norbert Allnoch. A  ONU tem como objetivo finalizar um novo acordo até 2015 para redução de emissões, que entraria em vigor em 2020.O protocolo de Kyoto,  implantado em 1997, com metas de  redução de gases algo em torno de 5,2% entre os aos de 2008 e 2012, foi prorrogado até 2020 em  Conferência do clima da ONU, e é a única ferramenta no momento que compromete os países industrializados a cumprirem metas contra o aquecimento global .  Desta vez, cerca de 200 países aprovaram o acordo após longa negociação, no entanto, esses países representam apenas 15% nas emissões globais. As emissões de gases crescem a cada ano, o cenário é alarmante e as previsões para 2100 estimam que o aumento na temperatura global do planeta subirá de 3°C a 5°C, e não 2°C, a marca para além da qual o sistema climático se tornaria incontrolável. Em 2020 haverá uma nova reunião.  O maior desafio dos negociadores será incluir os dois maiores poluidores do planeta: a China e os Estados Unidos, que hoje não estão de acordo com o protocolo.

Direitos de diversidade e respeito às diferenças

A Convenção 111 da OIT de 1958 declara que os países signatários tomarão medidas para combater a discriminação e o preconceito nas relações de  trabalho. A Convenção 169 da OIT, de 1989, estabelece que os países signatários reconhecerão os direitos dos povos originários e tribais, impedindo que os mesmos sejam objeto de discriminação. As informações sobre os países signatários e não signatários destas convenções foram retirados do relatório State of World’s Minorities and Indigineous Peoples de 2013, elaborado pelo “Minority Rights Group International” (http://www.minorityrights.org)

Os direitos de diversidade e respeito às diferenças são de difícil mensuração e por isso foram listadas leis que visam protegê-los, o que indica ao menos seu reconhecimento institucional. Nos casos de pessoas homoafetivas, foi utilizado monitoramento da International Lesbian, Gay, Bissexual, Trans e Intersex Association (ILGA http://ilga.org/ilga/pt/index.html).

 

 

Copa dos Direitos Humanos

Compare o desempenho dos países no mundial com seu desempenho nos direitos humanos!

Lançamento e distribuição gratuita do guia com debate sobre racismo no futebol no dia 04 de junho, às 19hs, no Auditório da FUNARTE. Endereço: Alameda Nothmann, 1058. Santa Cecília, São Paulo.

Participe dessa discussão séria e urgente de modo lúdico e interativo! Atribua notas (gols) aos índices dos direitos humanos de cada país da Copa e preencha uma tabela de jogos da Copa dos Direitos Humanos, com os mesmos jogos da competição de 2014. Depois é acompanhar os resultados da Copa de futebol e fazer a comparação! Vamos colocar nossas opiniões em campo! Quem serão os verdadeiros campeões?

Capa Copa Direitos Humanos